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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ano de 2011 - balanço anual

Chegado ao fim do ano de 2011 é altura de fazer um pequeno balanço em relação ao número de visitantes do blog.

Novamente, desde o seu início, verificou-se um aumento do número de visitantes anuais.
Sendo um blog virado para o ensino, o número de visitantes está intimamente ligado ao ano letivo, às suas pausas, às suas férias e aos seus períodos de avaliação. Constatamos que durante o período da primavera há uma crescente aumento do numero de visitantes, culminando no mês de junho com mais de 30 visitantes por dia (relembrando que 1.ª fase do exame de geometria decorreu no dia 30 de junho e a 2.ª fase no dia 26 de julho). O mês com menos visitas foi o mês de agosto com pouco menos de 9 visitantes por dia.
Este ano conseguimos uma média um pouco inferior a 18 visitantes por dia, perfazendo um total de 6554 visitantes.
No intuito de melhorar o blog peço a todos os visitantes para votarem nas sondagens para assim melhorar-mos a experiência de troca de conhecimentos.

Novo Ano - Novo Acordo Ortográfico

Em 2008 foi aprovado, pelo estado português (juntamente com Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Brasil), o Acordo Ortográfico de 1990, o famigerado acordo que tantas alterações veio provocar na forma como escrevemos (cerca de 1,6% dos vocábulos vão sofrer alterações).

Este Acordo entrou em vigor em Portugal em 2009 e 2014 é a meta para a sua total implementação e deste modo uniformizar graficamente a língua.

Visto que o Ministério da Educação estabeleceu como data para entrada em vigor do Acordo Ortográfico, nas escolas, o início do ano letivo 2011/2012, aproveitamos a mudança de ano civil para a sua implementação neste blog.

Algumas das alterações:

Introdução de novas letras

O alfabeto passa de 23 para 26 caracteres com a entrada oficial das letras "k", "w" e "y" que já eram vulgarmente usadas nas palavras importadas de línguas estrangeiras.

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

As novas letras lêem-se:
K -> capa ou cá
W -> dáblio, dâblio ou duplo vê
Y -> ípsilon ou i grego

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Nova Colaboradora: Novas Explicações


Disciplinas lecionadas

1º Ciclo: Português, Estudo do meio e Matemática

2º Ciclo: língua Portuguesa, Matemática, História e Geografia de Portugal, Inglês, Ciências da natureza

3º Ciclo: Língua Portuguesa, Inglês, História, Geografia e Ciências naturais

Secundário:  Português, filosofia, Inglês, Biologia e Geologia

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Rectas pertencentes a planos

Uma recta pertence a um plano quando:

(estando o plano definido pelos seus traços horizontal e frontal)

_ Os traços da recta (os pontos H e F) pertencerem aos respectivos traços do plano (caso geral, fácil);

_ Caso a recta não possua traço horizontal, a recta deverá conter um ponto do plano (por exemplo o seu ponto F) e a projecção horizontal da recta será paralela ao traço horizontal do plano (rectas horizontais e de topo);

_ Caso a recta não possua traço frontal, a recta deverá conter um ponto do plano (por exemplo o seu ponto H) e a projecção frontal da recta será paralela ao traço frontal do plano (rectas frontais e verticais);

_ Caso a recta não possua traço horizontal e frontal, ambas as projecções serão paralelas aos respectivos traços do plano mas a recta deverá sempre conter um ponto do plano (por exemplo, ser concurrente com outra recta do plano (rectas fronto-horizontais).

(estando o plano está definido por 2 rectas, concorrentes ou paralelas.
Se o plano estiver definido por 3 pontos não colineares, ou por um ponto e uma recta, devemos começar por fazer duas rectas paralelas ou duas rectas concorrentes)

_ A recta é concorrente com duas rectas do plano (ou que contenha 2 pontos do plano, que é a mesma coisa);

_ A recta é concorrente com uma recta do plano e paralela a outra.


Existem um número infinito de rectas pertencentes a cada plano, por isso para resolver exercícios de pertença existem, muitas vezes, muitos caminhos que se podem percorrer até à solução, mas a solução será apenas uma.

Podem exprimentar resolver o mesmo exercício utilizando diferentes rectas ou diferentes regras de pertença e verão que o resultado final é o mesmo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Correcção do Exame de Geometria Descritiva 2011 - 1.ª Fase

Este exame não apresentava exercícios de muita complexidade, e retirando o 3.º exercício, que era um pouco mais complexo, pois os dados não eram imediatos, podemos dizer que o exame era muito acessível

As resoluções apresentadas são apenas propostas de resolução. Existem muitos métodos de resolver cada exercício mas a solução final terá que ser igual à apresentada, mas vamos ao exame.

Exercício 1 _____________________________

1. Determine as projecções do ponto I, traço da recta b, no plano bissector dos diedros pares (β2,4).

Dados 
- a recta b é paralela ao plano δ;

- a recta b contém o ponto P (-7; 7; -2);

- a projecção horizontal da recta b faz um ângulo de 45º, de abertura para a direita, com o eixo x;

- o plano δ está definido pelos pontos R(3; 6; 3), S (0; 6; 5) e T (-3; 1; 5).


Resolução
1. Marcar os dados do exercício, os pontos e a projecção horizontal da recta b.
2. Marcar 2 rectas, neste caso concorrentes no ponto S. Estas rectas vão definir o plano.

3. Marcar uma recta do plano (a recta b’) paralela à recta a, pois uma recta para ser paralela a um plano tem que ser paralela a uma recta do plano. Para a recta b’ ser do plano basta ser concorrente com as duas rectas do plano, neste caso nos pontos A e B.

4. Marcar a projecção frontal da recta b, paralela à projecção frontal da recta b’ e encontrar o ponto I, do plano bissector dos diedros pares (β2,4). Não esquecer que um ponto do β2,4 possui as suas projecções coincidentes.


Exercício 2 _____________________________

2. Determine, graficamente, a amplitude do ângulo formado pelas rectas a e p.

Dados
- as rectas a e p são concorrentes no ponto C (0; 4; 5);

- o ponto F, traço frontal da recta a, tem 8 de abcissa e -3 de cota;

- a recta p é de perfil;

- o ponto H, traço horizontal da recta p, tem 8 de afastamento.


Resolução
1. Marcar os dados do exercício, os pontos e as rectas a e p.

2. Como se trata de um ângulo entre duas rectas concorrentes, vamos utilizar um plano frontal para rebater ambas as rectas. A nossa maior dificuldade prende-se com o facto da recta p ser de perfil, mas para circundar esta dificuldade vamos passar o nosso plano frontal por um ponto conhecido da recta de perfil, neste caso pelo ponto H (não se deve passar o plano pelo ponto de concorrência pois aumenta o trabalho).

Encontrar os pontos de concorrência da recta e com ambas as rectas e vamos obter a projecção frontal da recta e.

 3. A projecção frontal da recta e é a nossa charneira do rebatimento (eixo do rebatimento) logo todos os pontos que ela contem já se encontram rebatidos. Agora basta apenas rebater o ponto C com o triangulo do rebatimento.
4. Encontrar as rectas a e p rebatidas e marcar o ângulo.
 
Exercício 3 _____________________________

3. Represente, pelas suas projecções, um prisma triangular regular, situado no 1.º diedro.

Identifique, a traço interrompido, as arestas invisíveis.

Dados
- as bases do prisma estão situadas em planos oblíquos, perpendiculares ao plano bissector dos diedros impares (β1,3);

- a base [ABC] está contida no plano α, cujo traço horizontal faz um ângulo de 40º, de abertura para a direita, com o eixo x;

- o ponto A (1; 3; 0) é um dos vértices da base referida;

- o ponto O’ (3; 10; 9) é o centro da outra base.


Resolução
1. Marcar os dados do exercício, os pontos O’ e A e os traços do plano.
 

2. Tratando-se de um prisma regular, as bases são perpendiculares ao eixo, então para obtermos o ponto O passamos uma recta (e) perpendicular ao plano oblíquo. E vamos encontrar o ponto de intersecção dessa recta com o plano oblíquo. Para isso vamos marcar um plano projectante que contenha a recta, vamos encontrar os traços da recta i, vamos marcar a recta i e depois vamos intersectar a recta i com a recta e e deste modo vamos obter o ponto O.


 

3. Vamos rebater o plano obliquo, e os pontos A e O, este ultimo com auxilio de uma recta frontal (d)
 

 

4. Com o ponto A e O rebatidos vamos marcar o nosso triângulo.



 
5. Agora, com auxilio de rectas frontais, vamos contra-rebater os pontos B e C.



6. Marcamos ambas as projecções do triângulo.




7. A altura do sólido não sabemos, mas sabemos a distância que vai desde O a O’, como tal basta fazer rectas paralelas ao eixo e com a distancia do O ao O’ (na projecção frontal vamos usar a distancia de O2 a O’2 e na projecção horizontal vamos usar a distância O1 a O’1).
Marcar as visibilidades e invisibilidades.

 


 
Exercício 4 _____________________________


4. Construa uma representação axonométrica obliqua (clinogonal), em perspectiva cavaleira, de um sólido composto por uma pirâmide quadrangular obliqua de base regular e por um cilindro de revolução.

Ponha em destaque, no desenho final, apenas o traçado as linhas visíveis do sólido resultante.

Dados 

Sistema axonométrico:

- o eixo axonométrico y faz ângulos de 135º com os eixos axonometricos x e z;

- as projectantes fazem ângulos de 60º com o plano axonométrico.

Nota – Considere os eixos orientados em sentido directo: o eixo z, vertical, orientado positivamente, de baixo para cima, e o eixo de x, orientado positivamente, da direita para a esquerda.

Piramide quadrangular obliqua de base regular:
- a base está situada no plano coordenado horizontal Xy;

- o ponto R com 3 de abcissa e 4 de afastamento e o ponto S com 10 de abcissa e 4 de afastamento definem a aresta de menor afastamento da base;

- a face [RSV] é um triangulo isósceles paralelo ao plano coordenado frontal zx;

- o ponto V com 8 de cota é o vértice da pirâmide.

Cilindro de revolução:
- uma base está situada no plano coordenado frontal zx;

- o raio das bases mede 3 cm;

- o ponto V é o centro da base de maior afastamento.


Resolução
1. Marcar os dados do exercício, nomeadamente os eixos axonométricos. E, neste caso, vou optar por rebater o plano axonométrico xy (era apenas necessário rebater o eixo de y, pois como vão poder constatar a figura era relativamente simples).




2. Marcar os pontos R e S rebatidos e desenhar o quadrado [RSTU].







3. Contra-rebater todos os pontos da base da pirâmide, fazendo paralelas ao eixo de yR, depois ao eixo de y e finalmente paralelas à recta de afinidade (d).







4. Fazer a face [RSV], bastando para isso encontrar o ponto médio da aresta [RS] e subir (directamente) os 8 de cota, para obtermos o ponto V.







5. Marcar a totalidade da pirâmide, fazer um círculo com 3 cm de raio com centro no ponto V (pois as bases do cilindro são paralelas ao plano axonométrico xz, logo estão em verdadeira grandeza), marcar o centro da outra base e carregar todo o conjunto (apenas o que está visível)

 

 

Não se esqueçam que há múltiplas soluções para cada exercício, logo se o vosso exercício estiver diferente das soluções apresentadas não desesperem. 

Espero que os exames tenham corrido bem e boa sorte a todos.


FIM